de significados dúbios e confusos. Ou não.
Mande sua colaboração. Ou não. Comente Participe Ou não.
:: Terça-feira, Maio 27, 2008 ::
surfin´ croc
numa onda suja com detritos verminosos
o surfista do esgoto dropa uma balinha atômica
mergulhas nas profundezas dos líquidos verdes
e conversas com os ratos sub-aquáticos
no fundo bem no fundo tem um buraco
que vai embaixo bem embaixo
do oceano, ligado ele está com os capachos
que vigiam a entrada do sub-humano
na intrigante conversa com os roedores
descobre que ele mesmo é só idéia
planeja o ressurgimentos das velhas flores
que brotam no interior da sua cabeça
ressurge como vômito regurgitado]
aconteça o que aconteça ele engana
volta a superfície com vã destreza
assim que começa a sentir a barbatana
como meio homem tubarão jacaré do mar
pelos esgotos sujos ele prescruta
por carne, um bife da capivara
um carrapato uma carne astuta
fez feio no alimento, vê o veneno tremulante
com seu olho seco amarelo perturba a luz intensa
só o sol pode secar a lágrima que ele mesmo
crocodilamente derrama, não há espaço,
Na angústia da estupidez alheia
regozija-se o telefonista torto
Na sabedoria da maré cheia
a onda volta e molha o pé absorto
o pequeno afundamento na areia
é uma descida rumo às profundezas da mente
envolto pelos tatuís desgovernados
um novo futuro se apresenta
bem vindo ao fim de tudo
se o cansaço bate a sua casa
forte
e o enfado mora na memória
preso
se as grades envolvem tudo
louco
pouca coisa faz sentido
hoje
será que a sorte
vem?
será que deus
existe
e se ele for triste
fortuita
mente mente mesmo sendo
diferente
por GrandmastaShakespear... que achavam que tinha morrido mas voltou
tenramente nacos de carne acebolados de picanha alimentaram
a alma alarmada partida
cenouras refogadas raladas com mel bem dulcíssimo
minhas obsessões vazias nos yakissobas imaginários
as vadias que povoam a mente vazia
o sem-número de cordões arrebentados
uma vida inteira a se viver
os vícios que permanecem constantes
os ventos que não param de ventar
o surto que é a figura imponente no alto do morro
este precícipio eterno que a mim se impõe
o fogo, fato, fera que queima o barato
calma! calma! rapazinho você ainda não é ninguém
a vida te ensinará - mas e se caso eu não quiser aprender
a pedra no sapato - do chato - do palhaço
um circo de horrores se apresenta
é a senha para um novo universo
é a senha para um novo verso
o reverso do perverso terço
que me faz obedecer - você acha?
que eu tenho essa cara de pau
que eu sou mau como o pica-pau
no soturno oriundo das cavernas mais cavernosas
busco feras, teço loas, cantos glosas
sou o neandertal redivivo
sou o rau gil sem microfone
sou o dono do teclado
estou aqui bem ao seu lado
postado por Indigo Van Gosling Diz, que ultimamente não sabe bem o que diz
Setecentas voltas depois ele chegou ao pé do desprezo.
Meditou conscientemente sobre as razões do sucesso.
Conquistas são um fardo, um peso.
Duas corridas antes ele tinha sido cordial,
havia perdoado seus desafetos,
gastou as garras arranhando as ruínas frescas de terracota.
Roeu pacientemente todas as bordas dos panos poídos.
Sentidos desligados ele questionou a existência da ordem formal.
Cogitou tudo ser a obra de Paralax.
E tudo isso aqui? E todo esse tempo?
Nós, os homens-libélula somos responsáveis pela existência da segurança intra-muros.
Como não ser recompensados por isso?
E a minha frustração.
Quem é que lida com isso?
Como finalizamos esse serviço?
Poesia-pergunta de Devianix III
:: HDP 6:39 PM [+] ::
...
Bar do Pel
bardos pedem
pela chegada do mel
vêem o céu
estrelado e tão bonito
se chover amaremos
sem problema molharemos
aguá, aguá, verde, verde
seja a sede, seja o furo na parede
camorim, nada ruim, bem no meio
da pedra branca, hipnotizante
é o som na mata ardente
Coletivo cultural e social ancorado entre o nada e o coisa nenhuma. Estamos imersos no charco da Cidadela Oeste onde vemos o real com olhos oníricos. Somos os Homens do Pântano de JPA.