Este é um espaço...
de significados dúbios e confusos. Aqui, batalhamos pela simpatia, e só.
 
 

:: Segunda-feira, Janeiro 31, 2005 ::

Cânone de um Subversivo*



Liberte-se das falcatruas que o velho Padre lhe contou - Os maiores segredos da Humanidade são proferidos por putas - Deixe de ser um pax-vóbis amansado pelo egoísmo e pelos cereais que consome pela manhã - Saia já desta roupa abafada e balance sua genitália ao vento - Arremesse seus punhais nas compleições abismosas de seus dominantes - E crie sua própria luz sem precisar de fósforos.

Aprenda a ouvir a verdadeira música do Universo e ameace a MTV: até cuspe na tela faz som! - A lubricidade lhe amolece os joelhos - Não se deixe poluir, pois não há bonecas(os) infláveis para todos - Taloneie o que lhe é impróprio, nutra apenas a afeição alheia e sorria, sorria mesmo que seus ossos sejam careados pela Coca-Cola-Não use armas - Dê apenas boas palmadas no bumbum de sua paixão.

Sejamos discretos, pois o mundo não é nosso e sim dos belos animais irracionais - Transgrida os dogmas dos homens, pois a Fé é do peito e nenhum dólar pode comprar - Converse com mendigos - Eles são mais sábios que seus pais.

Deixe de existir para ser.



Compre o barulho dos amigos e perca os dentes se for preciso - Tente saber sempre por onde pisa - A história é nossa supervisora-mor para que tudo não vire ciclo - Você é reciclável - És um adubo com vida que pode sorrir e chorar - Aprenda as lições dos mortos - Ouça-os em qualquer tarde de outono.

Nossa rusticidade pode acabar com o mundo - Pegue leve com o ódio - Ele é a certeza humana - Dance com a lua e solte flatos ao raiar do sol - Seja natural como a água - Viva como um selvagem sem regras -Seja feliz.

*Traduzido do latim para o português pelo Dr. Leão de Bragança

:: Leandro Barfly 6:19 PM [+] ::
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:: Domingo, Janeiro 30, 2005 ::

Super-legal




Eu morri de overdose
Há 6 meses atrás
Fui um popstar
Agora não dá mais




Nunca escrevi uma nota
Mas ganhei muita grana
Uma porrada de coisas
Mulheres, pó e fama

Pras semi-analfabetas
Era um símbolo sexual
Ficava de boca fechada
Era super-super-legal

Agora não tem como voltar atrás
A mensagem já foi gravada
Em pedra, sobre a terra
De onde não saio mais


Letra de Royce Divinil
Psicografada por Barbazul

:: HDP 10:55 AM [+] ::
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Quem não dança, segura a criança

As vezes temos que ser rápidos, as vezes lentos, mas nunca devemos parar. A inércia é uma das armas mais fortes de Paralax contra os humanóides. Há muito tempo a humanidade luta contra Paralax, muitas vezes em rituais, muitas vezes dançando. A dança é, foi, e sempre será uma das maneiras de nos livrarmos de espíritos ruins, encostos e acima de tudo,uma forma de estabelecer contato direto com os deuses.


Dançar lava a mente e purifica a alma.

Dançando, o Bobo da Corte era capaz de abrir um sorriso no rosto da mais bela Rainha.
Dançando, os Xamãs são capazes de atravessar portais e de trazer a cura com o toque de um simples tambor.
Dançando, o B-Boy é capaz de para o tempo e de zerar a gravidade.
Dançando, o passista dá vida ao samba, e samba o mané que achava que é bamba.




Todo som é feito para gerar algum movimento.
O som precisa do movimento.
Vamos lá:mova-se


Forget your troubles...and dance
Forget your sorrows...and dance
Forget your sickness...and dance
Forget your wickness...and dance
Quem não dança, tá dançando

Lembre sempre que para levar a vida numa boa, é preciso ter jogo de cintura.

Postado por Tio Ni , psicografado por Mão Boba em parceria com Bob Marley


:: HDP 9:38 AM [+] ::
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:: Quinta-feira, Janeiro 27, 2005 ::

O Antiamor




Assassino os suspiros

com tiros de festim


Aniquilo os amores,

co´as flores faço assim


Esquartejo o romance,

desejo dentro de mim


Metralho essa tralha,

batalha que chega ao fim



Argutamente expelido por Sombr-1-o em contraponto ao post anterior

:: HDP 10:15 PM [+] ::
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A ARTE DE AMAR



Todos que aqui passam já tiveram, tem, ou terão problemas amorosos. Aquele amor que faz com que as mãos fiquem frias, suando, sintam borboletas no estômago, tonteira, isso tudo é normal. A única coisa que não é normal é a forma que as pessoas agem ao encontrar este amor.

Querem logo decifrar a charada, grudar 300 rótulos. E se esquecem que estão simplesmente amando. Cobram posturas, ações e reações do amado, sem que percebam que estão aprisionando algo que foi feito para voar. O amor não tem hora marcada, raça, religião, condição social...NADA...simplesmente é amor.

O amor verdadeiro foi "feito" para ser dado, acima de tudo, e é vendado de sentimentos como cobrança e egoísmo. O AMOR É INCONDICIONAL.

Amar o semelhante, é fácil...quero ver amar o diferente. Seu amado nunca será vc...assim como vc nunca será seu amado, e talvez por isso se amem. Está mais do que na hora das pessoas entenderem que cada um sente sua alegria, sua dor, e vivem em seu mundo próprio. Cada ser é um mundo. E estamos precisando amar um ao mundo do outro, independente de concordar-mos com a visão do outro, ou não.

Não temos que cobrar nada, querer nada, e muito menos esperar nada, pois o verdadeiro amor só aparece quando não esperamos recebê-lo de volta.Para o amor, não existe distância, tempo ou dimensão, o amor quando é amor, é capaz de gerar a vida e de superar até mesmo a morte.

Postado por Tio NI
:: HDP 8:42 AM [+] ::
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três vezes no bon? é isso mesmo?!

:: dioni 2:11 AM [+] ::
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:: Terça-feira, Janeiro 25, 2005 ::
O GRITO DE UM HUNO


Trotando sobre as terras de nosso verde Oeste
Salpiquei suor às pedras de um descampado
O perigo é sempre estar sozinho
Mas o bárbaro só deve confiar em sua lâmina
E em seus músculos

Ali, bem atrás do Rio Shopping comecei o meu harém
A velhinha me gritou:
-Subordinado de Satã!
Mas percorri e não gastei vintém

Serpenteei atrás de uma loira que saía do Body Planet
Suas pernas eram argutas como de uma égua da Gasconha
Suei e a peguei pelos cabelos
Ela agora é minha

Na Gardênia Azul vi uma morena da cor indígena
A segurei pelas nádegas.
Mais uma em minha enorme corrente

Na poeira do Anil havia uma ruiva que trotava pomposa
O ônibus se foi e a lacei com estilo
Ela não pestanejou depois que me viu
Os meus olhos fazem arder


Na Ituverava roubei uma negrinha de um carro de passeio
E no Eldorado uma japinha que brincava sozinha
Na Pau-Ferro uma gordinha
E no Pechincha uma baixinha

Que Huno maldito sou eu!
Mas agora o relax é 2 Real pros camaradas.
Quem quiser é só chegar.


Postado por Leão de Bronze da Galéia

:: Leandro Barfly 11:24 PM [+] ::
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Escolha você o herói da contracapa do cd

Candidato número 1 - Verdinho


Candidato número 2 - Amonioso


É de bom tom...explicar o motivo da escolha.

Postado por Jony Hiraquiano
:: HDP 4:39 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Janeiro 24, 2005 ::
Pedra Filosofal



balanço há tempos
nessa cadeira
e assopro aos ventos
essa poeira

sujeira, que pesa
na minha grafia
alquimia secreta
camuflada em poesia

o papel desgastado
consome o passado
que passei pra frente
e não fui escutado

palavras que o mundo
esqueceu de ouvir
e se eu falo, tu sabes
que já estavam aí

esquecidas na mente
de quem fecha olho
e entrega a alma
pro ouro de tolo

esperei com calma
e segurei o dragão
quando o fogo cuspir
vocês me ouvirão

Postado por Tio Ni em nome do Barbabranca

:: HDP 4:07 PM [+] ::
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:: Quinta-feira, Janeiro 20, 2005 ::
A arca do Fante



Ouvem-se ruídos, sinais da terra, tremores dentro dos ouvidos, captações de sons jamais reconhecidos. Embaixo de suas patas cabem calafrios e turbulências sombrias, algo inesperado e inquieto estava para acontecer.

As placas tectônicas se mexiam em ritmos frenéticos, tinham fome de mudança, tinham sede de renovação, elas pareciam preferir se acomodar de uma forma mais pesada e tentavam encontrar seus lugares mais cômodos de um jeito ainda mais ameaçador no seu corpo mais profundo.

Ventos mudando de direção, o sol arriscando uma nova saliência e o mar desprovido de qualquer controle. Começa então a força energética vindo do fundo do oceano, força inesperada e aterrorizante, força orquestrada e agonizante.

Na terra segura, habitada por seres simbióticos, eis que surge o grande sensitivo, o salvador, o mais pensante e equilibrado dos seres silvestres, eis o Fante, um elefante. O rei da experiência, o misterioso voluntário da mata que vibra entre ondas de baixa freqüência e capta os mais impossíveis sons perceptíveis aos humanos.

Fante é o guerreiro salvador de seus vizinhos mamíferos, répteis, anfíbios, aves e insetos, ele tem o poder em suas patas que sentem forças vindo da terra e do ar penetrando em seu cérebro que pulsa por sinapses constantes e o avisa que algo diferente com está para acontecer com a Mãe Gaia.

Pouco tempo após sentir suas primeiras vibrações negativas, o fantástico elefante vai avisando por pegadas aos seus vizinhos que sentiu problemas na terra, que algo ali está errado e os encorajam para procurar um abrigo seguro antes que sejam sabotados pela própria natureza.

No ambiente seguro, bem longe do inferno potente e improvisado, Fante e seus vizinhos encontram lugar longe do estrago, longe do terrível e agitado oceano. Ele salvou seus amigos porque soube ouvir o som da natureza, soube sentir e dar valor aos seus princípios, meticulosamente atravessou o caminho do cisma e entrou na era da esperança onde a possibilidade de uma tortura era sempre tomada por uma atitude realista.

O elefante sensitivo criou sua própria arca e levou quem soube lhe dar ouvidos para um ambiente mais seguro, longe de toda fúria do mar gigante. Enquanto seres humanos, desprovidos de sensibilidade que só sabe dar valor à coisas que vêem foram amedrontados, sufocados, arrastados porque não souberam parar e prestar atenção na sua própria essência.

Humanos não reconhecem outra coisa senão seu próprio umbigo, não se conectam ao seu eixo, só reconhecem a freqüência de outras ondas, essas sim bem altas que misturam suas idéias e os deixam indisponíveis para qualquer outro lamento.

Fante salvou seus amigos, outros seres conectados, que por mais que sejam considerados irracionais, souberam acreditar em seu companheiro e perceber que fugir da fúria das placas vingativas era a melhor coisa a se fazer para que sua população não fosse retirada a força desse planeta.

A tragédia do Tsunami trouxe uma lição. Perdida no meio do oceano de notícias, soube-se que no Yala National Park, Sri Lanka, bem no meio de uma regiões mais afetadas pela mega onda, nenhum animal foi encontrado morto! Repito: num parque onde havia 19 Km de praias, habitadas por centenas de elefantes, leopardos, pássaros, coelhos... nenhuma criatura morreu!

Poeticamente concebido por LuaFor

:: HDP 2:10 PM [+] ::
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Pancadão de 25



Dizáine por Octopus de Copa

:: HDP 11:42 AM [+] ::
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:: Quarta-feira, Janeiro 19, 2005 ::
Para se ouvir no Pântano - The Avalanches



Sexteto australiano que produz um som difícil de definir, e nisto se assemelha muito com o som duma outra banda aí que conhecemos. Mas é não é disto que vim falar e sim dos Avalanches. O som é uma colagem multicolorida de sons que formam imagens, isso, é um som quase sinestésico. Forma imagens no fundo de sua mente sem a necessidade de nenhum outro aditivo.

Samples e colagens de alguma forma fazem a conexão com o rap. Mas o som é muito mais do que isso. Tem apenas um disco de carreira, um LP, diríamos assim, chamado Since I Left You e lançado em 2002. Fiz a pesquisa bacaninha e vou colocar aqui também outras pérolas que saíram em formatos menores, os chamados EP.

Mais no site deles. Corram atrás pq é bom demais. Tenho no Soulseek, quem quiser me dê um alô. Tandera

El Producto - 1997


1. Untitled (Intro)
2. Rolling High
3. Rap Fever
4. Rock City
5. Under Inspection
6. Run DNA
7. Untitled (Outro)

At last Alone - 2001


1. Since I Left You (Cornelius Remix)
2. A Different Feeling (Ernest St Laurent Remix)
3. Electricity (Dr Rockit's Dirty Kiss)
4. Electricity (Harvey's Nightclub Re-Edit)
5. Thank You Caroline (Andy Votel Remix)
6. Everyday
7. Slow Walking
8. Undersea Community
9. Yamaha Superstar

Since I left you - 2002


1. Since I Left You
2. Stay Another Season
3. Radio
4. Two Hearts In 3/4 Time
5. Avalanche Rock
6. Flight Tonight
7. Close To You
8. Diners Only
9. A Different Feeling
10. Electricity
11. Tonight
12. Pablo's Cruise
13. Frontier Psychiatrist
14. Etoh
15. Summer Crane
16. Little Journey
17. Live At Dominoes
18. Extra Kings
:: HDP 1:10 AM [+] ::
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:: Terça-feira, Janeiro 18, 2005 ::
CLUB DE CARA NOVA

Só dando o papo de que estou reformulando o nosso BARFLY CLUB. Convido a todos os amigos do pântano a uma visita. É nóizes.


:: Leandro Barfly 7:35 PM [+] ::
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Contenção do Lodo



:: dioni 3:15 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Janeiro 17, 2005 ::
Para ouvir no Pântano - Cassiano

Ao lado de Tim Maia, Genival Cassiano é um dos pais da música negra brasileira. Na década de 60, formou o grupo Os Diagonais, cruzando black music americana com samba e forró. Começou a fazer sucesso na década de 70, quando Tim Maia incluiu "Primavera", composta por ele, em seu primeiro LP. Entre seus sucessos estão "A Lua e Eu" e "Coleção".

LP Imagem e Som (1971)



Lenda - 02:43
Ela Mandou Esperar - 02:18
Tenho Dito - 01:44
Já - 04:56
É Isso Aí - 03:07
Eu, Meu Filho e Você - 04:28
Primavera (Vai Chuva) - 02:01
Minister - 01:56
Uma Lágrima - 02:18
Canção dos Hippies (Paz e Amor) - 03:26
Não Fique Triste - 03:34


:: dioni 11:20 AM [+] ::
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:: Sexta-feira, Janeiro 14, 2005 ::
é noz...MOSCADA!


Família do Pântano - Foto de Pedrinho

Se vc moscou, lamentamos...

Nesta quinta-feira os seres de lama mostraram mais uma vez como se faz. Numa magnífica intervenção surpresa no bar Friends no bom e velho Pântano, os inimigos de Paralax chegaram como quem não quer nada e dispostos a tudo.

De cabeça erguida e sem perder o respeito, apresentaram seu intricado discurso sonoro de paz, harmonia e coletividade e mostraram quem verdadeiramente manda na Cidadela Oeste.

Se vc viu, tomara que tenha curtido. Se perdeu, tá tranquilo, vai ter outra oportunidade pq isso é só o começo de um movimento sem fim.

Vai vendo Biguá...qual é que vai ser? Porrada de Preá! Vai tudo se fuder!

Postado sem dó nem piedade pelos HDP

:: HDP 4:57 PM [+] ::
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:: Quinta-feira, Janeiro 13, 2005 ::
S U R P R E S A!



Vai vendo!
Aparição súbita, quem viver verá!

Postado por Guerreiro Sorrateiro
:: HDP 2:38 PM [+] ::
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:: Terça-feira, Janeiro 11, 2005 ::
Tá perdido?
Foi largado lá no meio!
Tá fudido ?
Então segue sem receio!
Tá sem força?
Então puxa do infinito!
Não consegue?
Aprecie o que é bonito!

Tá nublado?
Mesmo com esse sol que torra!
Muita dor?
Abre o peito, põe pra fora!
Vai sozinho?
Como sempre e toda hora!
E o caminho?
Nem sei mais...eu vou embora!

postado pelo "IRMÃO-CAMINHONEIRO" , logo após tomar umas bolinhas
para levantar o astral e conseguir dirigir 18 horas sem dormir...
...em parceria com o ACASO...

:: HDP 4:44 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Janeiro 10, 2005 ::
Para ouvir no Pântano: MILES DAVIS - DOO-BOP



Este é o disco que está fazendo minha cabeça nas últimas semanas. Miles Davis, um dos maiores trompetistas e grande homem do jazz, mostra neste album porque era um artista nobre e puro. Sem medo das discriminações dos tradicionalistas do jazz, se juntou ao rapper Easy Mo Bee para fazer a mistura mais que gastação do rap com jazz. O resultado é magnífico. É perfeito para colocar no som do carro e sair dirigindo por ai nestas noites de luzes e calor. Por favor, confiram este som e me digam se estou errado. Curiosidade, DOO-BOP (1992) foi o último trabalho de Miles, que morreu quando o mesmo era finalizado. O rapper Mo Bee, obviamente respeitando a habilidade de Davis de poder tocar em qualquer ritmo, terminou o disco. Miles continua na frente, com certeza.

Faixas do Boo-Dop:

1. Mystery
2. The Doo Bop Song
3. Chocolate Chip
4. High Speed Chase
5. Blow
6. Sonya
7. Fantasy
8. Duke Booty
9. Mystery (Reprise)


:: Leandro Barfly 5:46 PM [+] ::
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:: Sábado, Janeiro 08, 2005 ::
C A N T I G A - C A S T I G A



de braços abertos pro nada
fechado num mundo abstrato
em versos, o que já foi claro
só vejo em um prisma opaco.

castiga num dorso bendito
o maldito peso do fardo
o que já foi puro e bonito
é angústia em um corpo açoitado

cantigas perguntam de longe
o que o futuro me fala
na hora o filho responde...
"...tambôr à tocar na senzala"

"si intrega, di corpu i di alma
pru qui ú distinú traçôôô...
i senti sem dô i cum calma
u pesu da mão di sinhôôô
..."

"...um dia a tortura termina,
num toqui dú meu birimbaaaau,
um rabo-di-arraia fúlmina,
aqueli qui mi qué ú maaaaaal..."



Cantiga baseada em fatos verídicos porém surreais de um
passado não muito distante aqui do pântano.

Psicografado por Mão Boba, porém livre...
Enviado por Alma-Negra
Postado por Martelo Cruzado, só prá quebrar a corrente...

:: HDP 8:03 PM [+] ::
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:: Quinta-feira, Janeiro 06, 2005 ::
DECLÍNIO DE UMA NAÇÃO



Não sei se já falei,OU NÃO, mas brevemente, OU NÃO, estará nas lojas o cd com esta capa, OU NÃO, e o nome Declínio de uma nação, OU NÃO.

Não sei se deveria, OU NÃO, mas aproveito a oportunidade que tenho para divulgar um show que, de repente pode até rolar por esses dias, OU NÃO.

É certo que talvez, OU NÃO, a turnê de lançamento do cd seja ainda este mês, OU NÃO, e podendo se estender até quem sabe o meio do ano seguinte ao qual tiver começado, OU NÃO.

Não sei se repararam OU NÃO, mas contamos com a presença de todos, OU NÃO, para que juntos,OU NÃO, possamos de alguma forma revolucionar, OU NÃO, este sistema de merda.

OU NÃO?

Postado Por In-DeCisius ,que Não sabe de nada, mas quer participar.

:: HDP 7:51 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Janeiro 03, 2005 ::
M Ú S C U L O



No corpo, no peito, um músculo
Pulsa, e forte, sinaliza
Que mesmo o mais belo ósculo
-Não salva! A alma avisa

Atrás do riso dos homens
Bufa, arfa ofegante
Vontades se vão e somem
Cai o falso semblante

Desnuda. A vida humana
Contempla o próprio fracasso
Com olhos molhados exclama
A lágrima: único traço

Maldita, incontrolável, contagem regressiva
Bonita, implacável, vertigem que nos aviva

Meticulosamente ordenado por Tandera

:: HDP 6:04 PM [+] ::
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  Coletivo cultural e social ancorado entre o nada e o coisa nenhuma. Estamos imersos no charco da Cidadela Oeste onde vemos o real com olhos oníricos. Somos os Homens do Pântano de JPA.



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