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Brevemente neste espaço...
conheça as criaturas do pântano. |
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:: Sexta-feira, Julho 30, 2004 ::
O Clube dos Malditos
poesia a cinco mãos para homenagear nossa maldita confraria
-1-
No Clube dos Malditos
a lua fede a mijo
as mulheres andam armadas
o vinho não é sangue de ninguém
os poetas são surdos
as vadias controlam dogmas
os jogadores são soldados
a valsa é hardcore
os livros são tijolos
o porão, um alambique
Nesta casa de bandidos
crocodilo é "pet"
microfone é salvação
a fumaça é o blues
E ninguém tem coração...(Bispo Barfly)
-2-
No Clube dos Malditos
no sol não acredito
os homens são queimados
com sangue e muitos tiros
as trovas são gritadas
as putas são amadas
e a guerra é a lembrança
que a vida é só matança
Sonoros repentistas
Cantam luas sem parar
O couro é vestimenta básica, rapá
fumamos narguilé, o bonde-jacaré
Buscamos só saber
pq aqui dá pé? (Zuleika Kid)
-3-
No clube dos mauditos
tudo é permitido
não há castração
dogmas cerceadores
ou palavras frouxas
há sim, muito vinho
beijo na boca, mão naquilo
aquilo na mão
muita jogatina
e boemia nas noites
pérfidas de sangue e suor
no clube dos mauditos,
não há rimas,não há sinas
só há uma puta vontade de viver
e mandar todo o resto se foder!!! (Ruiva)
-4-
No Clube dos Malditos
o sol nasce quadrado
a lua é vermelho puta
a noite cor de uva.
Bebida de macho é bebida quente
A onda é freestyle, partido alto e repente
O improviso é a arma das pessoas inteligentes
Sangue só de boi,
no copo Zangão
Papo reto nas curvas
das mulatas do galpão
Todo dia é festa no Clube
Qualquer situação é motivo pra comemorar
Musica, dança, conversa e atitude
Qual vai ser? Qual a boa de hoje?
Quem será o primeiro que nesta sexta vai gastar? (K-woman)
-5-
Um olho na garrafa
E o outro vagando na multidão
Dançando com escória
Deixando a gaita berrar uns blues
Um aperto de mão fraco
Amanhã será um punhal nas costas
Trapaças pequenas ameaças
Jogatinas, negociatas rápidas
Delírio imediato na escuro da escadaria
Que nos contagia com uma falsa alegria
Ninguém é de ninguém
Todo mundo é irmão
E a sua sombra te abandona
Mas acredito no amor!
Afinal todos lá são de carne e osso
É não precisa só da própria dor para improvisar
E olhos fervem e brilham durante
A poesia, que é o início do dia!
Vagando pra casa ainda com o gosto na boca da orgia
A vida é bela e tá tudo azul
Como já dizia uma certa poetisa
25g de felicidade no mercado melancolia
Esquina da existência
Em frente ao Clube dos Malditos (Carente-Pró)
:: HDP 12:35 PM [+] ::
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:: Quinta-feira, Julho 29, 2004 ::
Rasgo
são marcas
que as merdas
deixam na gente
doem, ardentes
mordem a mente
são furos e tiros
que mexem
urgentes
e mostram ao mundo
que somos doentes
por Barbazul
:: HDP 4:16 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Julho 26, 2004 ::
Cores
violetas pretas
não existem
borboletas violentas
vão velozes
voltam lentas
são algozes
e aumentam
as neuroses pestilentas!
magentas! flores!
dissabores
violam as pretensas
verdades sobre as cores
risco, cores, risco, cores
risco cores num papel
por Barbazul
:: HDP 1:35 PM [+] ::
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O Bonde do Pântano - Barbazul
Medonha criatura hirsuta é um hippie bucaneiro virótico. Barbazul é um vírus que vive de vivenciar as vidas alheias quando se instala e domina seu hd cerebral. Criatura arbovirótica que veio ao mundo após o colapso da sociedade do capital, nasceu das cinzas e das massas cinzentas se alimenta. Sustenta que tenta ser coerente e assim vive contente, sugando o cérebro da gente.
:: HDP 1:33 PM [+] ::
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:: Quarta-feira, Julho 21, 2004 ::
Reais criaturas do pântano - Jacaré-do-papo-amarelo
(Caiman latirostris)
Um verdadeiro herói da resistência ainda sobrevive no pântano e atende pelo nome de Jacaré-de-Papo Amarelo (Caiman latirostris). Réptil que habitava rios, lagos e brejos próximos ao mar desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul e na Bacia do Rio Paraná, chegando até o Pantanal.
Seu processo de extinção deve-se principalmente à destruição do seu habitat e à poluição dos rios.
No Rio de Janeiro, vem desaparecendo rapidamente devido à drenagem de pântanos, aterro de alagados e derrubada de matas de restinga. É bem possível que a grande ocorrência desta espécie tenha inspirado o nome de nosso bairro, que significa Lagoa dos Jacarés.É um animal esverdeado, quase pardacento, com o ventre amarelado e o focinho pouco largo e achatado. Alimenta-se de peixes, aves e mamíferos e tem vida quase que exclusivamente aquática. Durante parte do dia forma grupos para tomar sol e sai para caçar principalmente à noite.
Pode ser encontrado no Parque Ecológico Municipal Chico Mendes, criado com o objetivo de preservar a Lagoinha das Tachas e seus arredores, onde estão espécies animais e vegetais ameaçadas. O jacaré-do-papo-amarelo é quase o mascote do parque, dada a vitória de sua reintrodução na paisagem onde ainda se encontram alagados e restingas quase intactos. Situado no Pontal de Sernambetiba, entre as Avenidas das Américas e Sernambetiba o parque possui entre outras atrações um viveiro de jacarés.
Podemos achar nosso amigo escamoso também no Parque Natural Municipal de Marapendi, com cerca de10 mil quilômetros quadrados situados entre as Avenidas Ayrton Senna e Pedro Moura. Lá pode-se ver de perto a Lagoa de Marapendi emoldurada por vegetação de restinga e a presença constante de aves, caranguejos, lagartos e do nosso herói, o ameaçado jacaré-do-papo-amarelo.
Os jacarés são ecologicamente importantes porque fazem o controle biológico de outras espécies animais ao se alimentarem daqueles indivíduos mais fracos, velhos e doentes, que não conseguem escapar de seu ataque. Também controlam a população de insetos e dos gastrópodos (caramujos) transmissores de doenças como a esquistossomose (barriga-d'água). Suas fezes servem de alimento a peixes e a outros seres vivos aquáticos.
Conheça mais e preserve o Jacaré-do-papo-amarelo
:: HDP 7:36 PM [+] ::
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onipotente
amor
Pra que mil díspares dólares?
Se dou-lhe só meus amores
E quando sentires dores
Lhe envio com mil ardores
Meus beijos e muitas flores
E tudo que tu quiseres
Rascunhado num dia azul por G-Shakespear
:: HDP 3:10 AM [+] ::
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:: Segunda-feira, Julho 19, 2004 ::
Chá de Boldo
Tô fora desse lance de aspirador de pó
Meu negócio é o Otro, sou escumador-pró
Tô vont da escuma, Tô sem porra nenhuma
quem vai me salvar? E aí parça, tu fuma?
vou ficar mongol
com qualquer paiol
vou ficar muito doido
só escumando o boldo
Postado em conjunto por Boldinets e Zuleika Kid
:: HDP 5:53 PM [+] ::
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:: Quinta-feira, Julho 15, 2004 ::
As Lendas do Pântano - Givanildo, o Imortal
Givanildo sempre foi uma espécie de prodígio familiar. Aos três anos já era capaz de ler, escrever e decorar coisas impensáveis para uma criança tão nova. Seguindo sua brilhante trilha, Givanildo foi crescendo e aprimorando seu conhecimento.
Contudo, Givanildo tinha um lado pouco conhecido por parentes, amigos e pessoas próximas. E constantes decepções o abatiam, sem que ele soubesse como ou porque. Visto como um nerd pela maior parte das crianças da vizinhança, Givanildo viveu uma experiência insólita em sua adolescência, quando foi ameaçado por um grupo de pequenos delinqüentes. Um cara mais velho se aproximou, o defendeu e após expulsar o pequeno grupo, conversou com Givanildo, deu uns toques para ele ficar mais esperto e aprender que inteligência não tem nada a ver com esperteza. Que o ritmo da rua era bem mais complicado do que o do mundo dos livros e estudos.
Este cara mais velho aos poucos foi ganhando a admiração de Givanildo mas depois de um tempo se mudou da vizinhança. Ao se despedir do jovem, falou que o pequeno prodígio já estava bem sagaz e pronto para a ¿escola da vida¿. Pouco tempo depois, Givanildo descobriu que aquele cara maneiro era na verdade um dos foragidos mais procurados pela polícia na época. Ele mal acreditou que seu amigo Patrick era na verdade conhecido como PT, e que saíra do pântano para se tornar chefe do movimento no Vidigal.
Na adolescência, clássico período de mudanças e afirmação, Givanildo não fugiu à regra e viu sua uma crescente revolta se avolumar dentro de si ao perceber que tudo que lhe foi ensinado como sendo certo não tinha nenhum valor em termos práticos.
Isso, todavia não o impediu de continuar adquirindo conhecimento teórico. A partir da morte de uma pessoa muito boa e próxima, Givanildo resolveu mudar totalmente sua postura. Aprendeu a gostar de importantes personagens latinos, como Che Guevara, Simon Bolivar, Zapata, Fidel Castro e outros. Sua sede por novas vivências aumentava e ele descobriu o álcool, depois algumas drogas e, finalmente, o crime. Com um incrível e surreal controle de seus atos, conseguiu manter uma vida dupla durante muito tempo, passando razoavelmente batido.
Seu alto grau de instrução somado à manutenção de importantes valores humanos fez com que conquistasse a confiança dos chefões e subisse rapidamente na escala hierárquica da vida bandida. Faltava ainda o batismo de fogo. Faltava saber se o rapaz era capaz de cometer a única atrocidade restante, tirar a vida de alguém. Durante muito tempo ele relutou, mas seu caminho estava traçado e não havia possibilidade de retorno.
Assim Givanildo aprendeu a usar pistolas, fuzis e metralhadoras. Decepções o levaram a cultivar cada vez mais seu ódio, sua popularidade aumentava e ele teve oportunidade de conhecer influentes figuras do submundo. Foi então que a morte mais uma vez atravessou seu caminho e levou um inocente a pagar o preço por suas atrocidades.
Depois de perceber que a revolta que o levou a esse caminho tinha ido longe demais, Givanildo quis se ajeitar. Mas sair desta vida não era fácil, afinal ele sabia demais. Precisava bolar uma formula para que saísse limpo de toda aquela sujeira. Lembrou das palavras de seu antigo mentor ¿você tem que saber ouvir, saber falar e manter a coerência em seus atos, pois qualquer deslize pode te levar a uma contradição e conseqüente a morte. Traição, conspiração e mancadas não podem rolar na pista¿.
Givanildo decidiu então que a hora havia chegado.
Não contava, porém com um pequeno deslize de sua namorada que fez com que fossem descobertos e levados ao tribunal do morro. Julgado culpado, usou seu já famoso poder de persuasão para sobreviver apenas com a expulsão da favela e com o expurgo de tudo que tinha.
Feliz com a nova oportunidade trilhou seu caminho em paz e com a vida relativamente estabilizada.
No dia dos seus 25 anos, comemorava com amigos e familiares quando ouviu alguém o chamar. Diante de cerca de 50 pessoas, foi alvejado oito vezes, oito tiros, oito balaços desferidos por um de seus antigos amigos.
Não resistiu aos ferimentos.
Fiquei perplexo e não acreditei. Alguns remanescentes da época dizem que tudo não passou de um miraculoso plano do jovem, que segundo dizem, está mais vivo do que nunca e hoje vive tranqüilamente em Temuco, sul do Chile, terra natal de seu grande ídolo Pablo Neruda.
Assim, Givanildo se tornou um ícone. Considerado um dos maiores exemplos de superação já vistos nessas bandas. Se ele ainda vive é um mistério, Givanildo é maior que sua própria vida, é uma verdadeira lenda do pântano.
Contado por Dalubu
:: HDP 5:39 PM [+] ::
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:: Terça-feira, Julho 13, 2004 ::
O Bonde do Pântano - Mac V
Mac V é o Mujahideen rubro-negro a serviço dos Homens do Pântano. Guerrilheiro sem medo, é capaz de encarar o mais asqueroso dos desafios colocando sua própria cabeça em jogo. Mesmo afastado da Cidadela Oeste, ele colabora com nosso coletivo cultural através de suas letais armas de madeira. Além disso, é também um botânico de mão cheia, que trata de suas plantas da mesma forma com que afia sua adaga, com muito carinho. Mac V chegou pra ficar, cuidado com ele.
:: HDP 6:56 PM [+] ::
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:: Sexta-feira, Julho 09, 2004 ::
O Bonde do Pântano - Joni
A bordo de sua veloz motocicleta, ele chega com seu visual cabeleira esvoaçante, puro rock and roll. Com sua guitarra frenética e computadores doidera, é capaz de manipular os mais variados sons e produzir os timbres mais loucos. Sangue bom de altíssimo gabarito e uma aquisição natural para os homens do pântano, Joni representa verdadeiramente nossos ideiais de paz, harmonia, interatividade e respeito. Seja bem vindo parceiro.
:: HDP 7:04 PM [+] ::
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:: Quarta-feira, Julho 07, 2004 ::
Pelos esgotos escorrem imagens e invadem ruas
Brevemente as artérias pulsantes que carregam lama viscosa explodirão. Vão inundar a cidade em preto, verde e rubro, comemorando um novo tempo de maior compreensão. Vem trazendo mensagens de paz, harmonia, felicidade e união das energias. É o todo como parte do único e o único como parte do todo. Procurem pelos postes, pelos tapumes, pelos cumes, sujos fumes, descem lumes e jogam sol sobre as trevas do mundo surreal ao lado do lodo.
:: HDP 4:59 PM [+] ::
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:: Quinta-feira, Julho 01, 2004 ::
O Bonde do Pântano - Negozul
Negozul é entidade, Negozul é mistério...
Sorrateiro, em fuga do navio negreiro, afro-guerreiro, negro ninja da situação. Barbáros em busca de mercadoria humana, coisas do cão, maldade em vão. Embrutecido. Fingir o que sinto, nem mesmo acredito, as vezes pressinto culpar o destino.
:: HDP 7:27 PM [+] ::
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